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Novos sítios arqueológicos são identificados no litoral gaúcho

Entre julho e agosto de 2020, a equipe da Preservar Arqueologia esteve em campo realizando pesquisas arqueológicas nos municípios de Capivari do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Glorinha e Gravataí, no litoral gaúcho, onde será construído um empreendimento.

Em campo, os pesquisadores aplicaram a metodologia previamente aprovada pelo IPHAN, baseada na execução de caminhamento sistemático e sondagens arqueológicas em toda a área do empreendimento. Até o momento, as atividades de avaliação de impacto cobriram 70% da área do empreendimento, resultando na identificação de dois novos sítios arqueológicos.

O primeiro deles, denominado Cerrito Miraguaia, é formado por um montículo de terra, de aproximadamente 2,5 metros de altura, que se destaca na paisagem da planície de inundação do arroio homônimo, contendo vestígios cerâmicos, líticos, malacológicos e, principalmente, ósseos faunísticos. De acordo com o contexto arqueológico, este sítio estaria associado aos grupos pretéritos construtores de cerritos, com ocupação final vinculada à tradição arqueológica Vieira. O sítio Cerrito Miraguaia destaca-se por ser o primeiro identificado na região do Banhado Grande, município de Glorinha, ampliando assim o território de ocupação dos construtores de cerritos.

O outro sítio identificado, denominado Casa Barth, é formado por materiais remanescentes de uma casa com paredes de pedras, que, de acordo com informações orais, teria sido construída por escravos, entre meados dos séculos XVIII e XIX. Conforme avaliação realizada em campo, trata-se de uma edificação retangular, medindo aproximadamente 16 x 13 metros, auxiliada por um poço para abastecimento de água. Os vestígios principais são de natureza construtiva, formados por paredes e partes do piso feitos com pedras areníticas retangulares cortadas e tijolos maciços, estes últimos identificados junto a um cômodo anexo, construído posteriormente na porção sudeste da casa, e na parte superior do poço. Algumas telhas goivas restam amontoadas no interior da edificação, assim como algumas peças de madeira mal conservadas, que formam parte das aberturas e de nichos internos nas paredes, que serviam para utilização de lamparina. As paredes apresentam em média 30 cm de espessura, sendo que as pedras foram assentadas em argamassa arenosa com calcário, mesmo material utilizado para o revestimento externo e interno. Em parte das aberturas remanescentes pode-se observar entalhes nas pedras e quadros de madeira para o encaixe de portas.

Além das intervenções realizadas na área onde acontecerá a obra, foram levantadas informações junto à comunidade por meio de entrevistas, seguindo todos os protocolos de enfrentamento à pandemia de COVID-19. Nesse momento, a equipe também promoveu a divulgação da pesquisa, esclarecendo a comunidade em relação à importância da realização de pesquisas arqueológicas dentro do processo de licenciamento ambiental.

Por meio desta nota, os responsáveis técnicos pela pesquisa (Processo IPHAN n.º 01512.000102/2020-70) buscam divulgar e compartilhar com a sociedade os resultados iniciais dos estudos preventivos, realizados durante o período da pandemia de COVID-19.

Entre julho e agosto de 2020, a equipe da Preservar Arqueologia esteve em campo realizando pesquisas arqueológicas nos municípios de Capivari do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Glorinha e Gravataí, no litoral gaúcho, onde será construído um empreendimento.

Em campo, os pesquisadores aplicaram a metodologia previamente aprovada pelo IPHAN, baseada na execução de caminhamento sistemático e sondagens arqueológicas em toda a área do empreendimento. Até o momento, as atividades de avaliação de impacto cobriram 70% da área do empreendimento, resultando na identificação de dois novos sítios arqueológicos.

O primeiro deles, denominado Cerrito Miraguaia, é formado por um montículo de terra, de aproximadamente 2,5 metros de altura, que se destaca na paisagem da planície de inundação do arroio homônimo, contendo vestígios cerâmicos, líticos, malacológicos e, principalmente, ósseos faunísticos. De acordo com o contexto arqueológico, este sítio estaria associado aos grupos pretéritos construtores de cerritos, com ocupação final vinculada à tradição arqueológica Vieira. O sítio Cerrito Miraguaia destaca-se por ser o primeiro identificado na região do Banhado Grande, município de Glorinha, ampliando assim o território de ocupação dos construtores de cerritos.

O outro sítio identificado, denominado Casa Barth, é formado por materiais remanescentes de uma casa com paredes de pedras, que, de acordo com informações orais, teria sido construída por escravos, entre meados dos séculos XVIII e XIX. Conforme avaliação realizada em campo, trata-se de uma edificação retangular, medindo aproximadamente 16 x 13 metros, auxiliada por um poço para abastecimento de água. Os vestígios principais são de natureza construtiva, formados por paredes e partes do piso feitos com pedras areníticas retangulares cortadas e tijolos maciços, estes últimos identificados junto a um cômodo anexo, construído posteriormente na porção sudeste da casa, e na parte superior do poço. Algumas telhas goivas restam amontoadas no interior da edificação, assim como algumas peças de madeira mal conservadas, que formam parte das aberturas e de nichos internos nas paredes, que serviam para utilização de lamparina. As paredes apresentam em média 30 cm de espessura, sendo que as pedras foram assentadas em argamassa arenosa com calcário, mesmo material utilizado para o revestimento externo e interno. Em parte das aberturas remanescentes pode-se observar entalhes nas pedras e quadros de madeira para o encaixe de portas.

Além das intervenções realizadas na área onde acontecerá a obra, foram levantadas informações junto à comunidade por meio de entrevistas, seguindo todos os protocolos de enfrentamento à pandemia de COVID-19. Nesse momento, a equipe também promoveu a divulgação da pesquisa, esclarecendo a comunidade em relação à importância da realização de pesquisas arqueológicas dentro do processo de licenciamento ambiental.

Por meio desta nota, os responsáveis técnicos pela pesquisa (Processo IPHAN n.º 01512.000102/2020-70) buscam divulgar e compartilhar com a sociedade os resultados iniciais dos estudos preventivos, realizados durante o período da pandemia de COVID-19.